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Nutrição

Vitamina D: Precisamos falar sobre o hormônio do sol

Essencial para a saúde dos ossos e do sistema imune, a deficiência de vitamina D é uma epidemia silenciosa. Entenda por que ela é tão importante e como obter seus níveis ideais.

Vitamina D: Precisamos falar sobre o hormônio do sol

Apesar de ser chamada de vitamina, a vitamina D é, na verdade, um pré-hormônio com funções cruciais em nosso organismo. Sua função mais conhecida é regular o metabolismo do cálcio e do fósforo, sendo indispensável para a formação e manutenção de ossos e dentes fortes. Sem vitamina D suficiente, nosso corpo não consegue absorver o cálcio da dieta adequadamente, o que pode levar à osteoporose em adultos e ao raquitismo em crianças.

Mas os benefícios da vitamina D vão muito além da saúde óssea. Estudos recentes têm mostrado seu papel fundamental na modulação do sistema imunológico, ajudando a proteger o corpo contra infecções. Ela também está envolvida na saúde cardiovascular, na função muscular e até mesmo na regulação do humor. Níveis baixos de vitamina D têm sido associados a um maior risco de diversas doenças crônicas e autoimunes.

A principal fonte de vitamina D não é a alimentação, mas sim a exposição solar. Cerca de 90% da vitamina D que nosso corpo utiliza é produzida na pele quando ela é exposta aos raios ultravioleta B (UVB) do sol. O problema é que nosso estilo de vida moderno, com longas jornadas em ambientes fechados e o uso constante de protetor solar, reduziu drasticamente nossa capacidade de produzir esse nutriente vital.

Para uma produção adequada, recomenda-se a exposição solar direta (sem protetor solar e sem barreiras como vidros) por cerca de 15 a 20 minutos, algumas vezes por semana, preferencialmente no período entre 10h e 16h. É preciso expor uma boa área de pele, como braços e pernas. É um equilíbrio delicado: tempo suficiente para a produção da vitamina, mas sem exagerar para não aumentar o risco de câncer de pele. Pessoas de pele mais escura precisam de mais tempo de exposição.

Poucos alimentos são fontes naturais de vitamina D. Peixes gordurosos como salmão, sardinha e atum, além de óleo de fígado de bacalhau, gema de ovo e alguns cogumelos, contêm a vitamina, mas em quantidades que geralmente não são suficientes para suprir as necessidades diárias. Alguns alimentos, como leite e cereais, podem ser fortificados, mas a contribuição da dieta costuma ser pequena.

Devido à dificuldade de obter níveis adequados apenas com o sol e a alimentação, a deficiência de vitamina D é extremamente comum. Se você suspeita que seus níveis estão baixos, converse com seu médico. Ele pode solicitar um exame de sangue para dosar a 25-hidroxivitamina D e, se necessário, prescrever a suplementação na dose correta. A automedicação não é recomendada, pois o excesso de vitamina D também pode ser tóxico.