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Cardiologia

Varizes: um problema que vai muito além da estética

Aquelas veias dilatadas e tortuosas nas pernas não são apenas um incômodo estético. As varizes são um sinal de doença venosa e merecem atenção e cuidado.

Varizes: um problema que vai muito além da estética

As varizes são veias dilatadas, tortuosas e de coloração azulada ou arroxeada que aparecem principalmente nas pernas e nos pés. Para muitas pessoas, elas representam um problema puramente estético, mas a verdade é que as varizes são uma manifestação da insuficiência venosa crônica, uma condição que afeta a circulação sanguínea e que precisa ser tratada.

Nossas veias possuem válvulas que ajudam o sangue a fluir em uma única direção: de volta ao coração, contra a força da gravidade. Quando essas válvulas enfraquecem ou se danificam, o sangue pode refluir e se acumular nas veias, fazendo com que elas se dilatem e se tornem varicosas. Fatores como histórico familiar, idade, sexo feminino, gravidez, obesidade e permanecer muito tempo em pé ou sentado contribuem para o problema.

Além da aparência das veias, as varizes podem causar uma série de sintomas desconfortáveis, como dor, sensação de peso e cansaço nas pernas, inchaço (especialmente no final do dia), queimação e cãibras noturnas. Em estágios mais avançados, a insuficiência venosa pode levar a alterações na pele, como escurecimento e endurecimento, e até mesmo ao surgimento de feridas de difícil cicatrização, as úlceras venosas.

O diagnóstico é feito por um médico angiologista ou cirurgião vascular, através do exame físico e, se necessário, de um ultrassom com Doppler colorido, que permite visualizar o fluxo sanguíneo e identificar as veias defeituosas. Com base no diagnóstico, o médico irá propor o plano de tratamento mais adequado para cada caso.

O tratamento pode variar desde medidas conservadoras até procedimentos mais invasivos. O uso de meias de compressão elástica é uma das principais recomendações, pois elas ajudam a comprimir as veias e a melhorar o retorno venoso, aliviando os sintomas. Manter as pernas elevadas sempre que possível e praticar atividades físicas que fortaleçam a panturrilha, como caminhada, também são medidas importantes.

Para os casos em que as medidas conservadoras não são suficientes, existem diversas opções de tratamento, como a escleroterapia (aplicação de substâncias para secar os vasinhos), o laser transdérmico e a cirurgia, que pode ser convencional ou minimamente invasiva (com laser ou radiofrequência). Conversar com um especialista é o primeiro passo para encontrar a melhor solução, aliviar os sintomas e prevenir complicações.