• 06/07/2015

    Para contornar a manha dos filhos é preciso sangue frio

    Parte do desenvolvimento social e psicológico da criança, a birra precisa ser compreendida e não estimulada.

    A partir dos dois anos, a criança começa a ter consciência da sua existência e do mundo que a cerca. É nesse momento que ela passa a testar os limites, expressar suas vontades e experimentar o que está ao seu alcance. O processo é mais intenso dos dois aos quatro anos, quando é comum a criança fazer birra, espernear e chorar. Ainda que parte do normal do desenvolvimento, os pais precisam saber contornar a situação e ficar atentos caso as crises ultrapassem essa idade.

    A birra é a forma do pequeno expressar sua vontade e sentimentos. Ele ainda não tem controle sobre as sensações e não sabe como lidar com elas. O papel dos pais é conduzi-lo ao aprendizado e ao controle. A dica é ao invés de dizer “não”, redirecionar a ação do filho. Por exemplo, ao invés de “Não faça isso”, diga “Faça assim...”. A palavra ‘não’ é uma forma de teste para a criança, ela vai querer transgredir a regra para conhecer o limite.

    Quando a criança fizer birra, ignore-a. Ela perceberá que o comportamento não funciona e vai parar. Quanto mais atenção se dá as crises, mais elas se repetem.

    Os pais não devem ceder às vontades. Uma ordem precisa ser respeitada. Dê opções para que a criança escolha. Mas atenção, ela poderá escolher com o que brincar ou o que vestir, jamais o horário de ir para cama ou para a escola. Lembre-se, os pais precisam estar no controle, o pequeno deve começar a tomar pequenas decisões dentro das possibilidades oferecidas- Dê apenas duas opções.

    Educar não é fácil, mas vale lembrar que os pais são exemplos e são quem comandam. Não diga uma coisa e faça outra, isso confunde a criança e mostra que se pode transgredir regras.

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